Ecos do Amanhã

O destino da World Soul Saga – especulação.

Olá Azeroth!

Xal’atath não age por ódio. Ela age por sobrevivência. No tabuleiro cósmico de Azeroth, Vazio, Ordem, Luz e Caos não são “bem” e “mal”. São modelos diferentes de organização da existência.

Os Titãs buscam ordem. O Vazio também, porém de formas diferentes, sob óticas diferentes, sem, no entanto, serem diametralmente opostas.

A diferença não está no desejo de estruturar o cosmos, mas no que deve ocupar o topo dessa estrutura. Para os Titãs, Azeroth deve despertar como mais um pilar da Ordem. Para o Vazio, ela deve despertar como algo diferente — não um Titã, mas um reflexo de sua própria arquitetura: um ser absoluto moldado pelo Vazio.

Por isso Xal’atath não quer destruir Azeroth, ela quer mudar o que Azeroth vai se tornar quando despertar. Na geometria da cosmologia do WoW, Vazio e Ordem não são opostos diretos. Ambos constroem hierarquias. Ambos criam deuses. Ambos impõem estruturas.

A Luz, sim, se opõe frontalmente ao Vazio — não por altruísmo, mas porque um Void Lord nascendo em Azeroth significaria o colapso de sua expansão e de seus devotos. Talvez a Luz não lute para salvar o mundo. Talvez lute para impedir que o mundo nasça sob o controle de seu maior inimigo.

No fim, a World Soul Saga pode não ser sobre derrotar vilões, mas sobre quem terá o direito de definir o que Azeroth será. E talvez a maior ameaça não seja que Azeroth desperte corrompida… mas que ela desperte livre demais para aceitar qualquer criador.

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