Crônicas

Sylvana Correventos. Um até breve direto das Terras Sombrias

Olá Azeroth!

Hoje vamos falar do epílogo de Shadowlands. É o julgamento de Sylvana Correventos ocorrido em Oribos, que contou com a participação do Juiz Pelagos, Tyrande Murmuréolo e a maioria dos líderes de ambas facções.

Com a derrota do Carcereiro no Sepulcro dos Primogênitos, é a hora de juntar os pedaços de tudo que foi destroçado desde o começo da Quarta Guerra. Com a restauração do fluxo normal de ânima das Terras Sombrias, um novo tempo se avizinha.

Com isso em mente, é hora de responsabilizar aqueles que causaram sofrimento e morte a milhares de almas. Sylvana Correventos, responsável pela queima de Teldrassil, é escoltada até a plataforma do Juiz Pelagos sob intensos protestos das almas que estavam em Oribos.

Ao chegar na plataforma, encontramos diversos líderes de ambas facções (aqui um ponto, não se sabe como eles entraram nas Terras Sombrias após o fechamento do véu sobre a Cidadela da Coroa de Gelo que ocorreu com a derrota de Zovaal), tais como Jaina, Thrall, Anduin, Baine Casco Sangrento, Lor’themar Theron, Genn Greymane e claro, Tyrande Murmuréolo.

Seguindo a linha de conduta de Sylvana de assumir suas responsabilidades, ela decide se submeter ao julgamento de sua maior antagonista, Tyrande. Cabe destacar que essa decisão é no mínimo incoerente com tudo que foi dito sobre ela no começo da expansão. Ion Hazzikostas foi categórico em entrevista no início de Shadowlands em dizer que Sylvana jamais se submeteria livremente ao seus inimigos.

Essa é apenas mais uma das incoerências cometidas pela Blizzard no que diz respeito ao enredo desse epílogo. Existem muitos diálogos entre os líderes que demonstram que a história acabou caminhando para uma direção diametralmente oposta ao que fora anunciado anteriormente.

Anduin Wrynn avisa Genn Greymane que precisa de mais tempo antes de retornar à Ventobravo e que Turalyon manterá a Aliança a salvo. No entanto, o próprio Anduin havia nomeado Genn para substituí-lo e de repente o mesmo parece satisfeito com o “golpe” aplicado por Turalyon.

Outro ponto é que fora anunciado o arrefecimento na tensão entre as facções, de modo que no próximo patch haverá a possibilidade de formação de grupos entre jogadores de facções opostas, algo inédito no jogo. Porém, Greymane continua distribuindo suas grosserias gratuitas à Lor’themar e aos heróis da Horda. A própria Tyrande, apesar de demonstrar um tom mais arrefecido, ainda trata os membros da Horda com visível desconforto.

Sylvana é condenada a passar o tempo que for necessário na Gorja para resgatar todas as almas noctiélficas que estejam lá perdidas e levá-las ao Juiz Pelagos para um julgamento justo. Ela será vigiada por Dori’thur, a Coruja Espiritual companheira de Tyrande.

Fica claro que Sylvana fará isso rapidamente, por conhecer os meandros da Gorja e de Thanator. Outro ponto é que ela certamente irá atrás de Nathanos Marris, cujo paradeiro permanece desconhecido. O que não foi claro nas animações dentro do jogo é que ela receberá ajuda de alguém absolutamente improvável para tal, Anduin Wrynn, mas isso consta na biografia dela que ainda estamos lendo e em breve traremos os pontos altos da história, que são vários, por sinal.

O que será da Aliança com Anduin na Gorja? Isso é um enorme precedente para muitas coisas. A Cruzada Escarlate pode arrefecer suas tensões, pois a liderança de Turalyon certamente os agrada, mas aquele bom e velho conflito contra o exército da Luz que é esperado a algum tempo pode se aproximar. Novas fraturas na Aliança podem ocorrer, pois é certo que Jaina, Genn e Shaw não são necessariamente simpatizantes de Turalyon.

Essa liderança somente me traz à mente os sussurros de Il’gynoth:

The golden one claims a vacant throne. The crown of light will bring only darkness.

Perturbador para dizer o mínimo. Num momento onde todos rumores apontam o futuro para a temática dos dragões, reacender essa questão da Luz é algo preocupante, pois é possível que haja uma enorme confusão no enredo do futuro próximo, pois existem muitos nomes no ar, como Turalyon, Alleria, Greymane, Calia Menethil, Lilian Voss entre muitos outros. Enquanto o circo pega fogo em Ventobravo, Anduin estará com Sylvana farmando missões diárias na Gorja.

Existem outros assuntos urgentes, que serão tratados a seguir, mas esse destino oferecido à Sylvana, depois do personagem ter sido massacrado e deliberadamente sabotado pela direção da Blizzard, é apesar de incoerente, muito previsível e sem graça. De certo que ela retornará da Gorja com Nathanos e Anduin para ajudar a colocar a casa em ordem em Azeroth no futuro próximo, assim que a comunidade demonstrar o mínimo de saudade dela.

É a mesma receita usada com Illidan em Legion e ainda assim, ele está com Sargeras trocando confidências e de certo que seu arco de história ainda não terminou. É muito provável que os vejamos em breve, pois ainda existe uma espada cravada em Azeroth e a gente não se esqueceu disso.

Até a próxima.

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