Crônicas

Shadows Rising – pincelando a introdução de Shadowlands – 5.

Olá Azeroth!

Hoje chegamos à última parte da crônica do livro Shadows Rising. Veremos o drama de Anduin, Talanji enfrenta suas frustrações, o ataque final da Mordida da Viúva e os desdobramentos da batalha final, juntamente com o epílogo.

”Brave, honorable ambassador.” Talanji beamed at Zekhan. “How do I thank you for your sacrifice?”
“With a kiss?” He chuckled and winced. “On second thought, no. I’m crispy all over. Was my pleasure to serve, ya majesty. I hope we meet again soon.”

Anduin começa a dar sinais de que está sentindo o peso da coroa e o fardo de ser o Rei, de determinar quem vai para o combate, e eventualmente morrer, e quem não vai. Ele também sente profundamente as tensões entre os líderes da Aliança.

Ele está profundamente preocupado com a situação entre Alleria, Turalyon e e Jaina, com a rebeldia incontida da Tyrande e ainda sofrendo com fantasmas do passado. Ele ainda se culpa pelo massacre dos renegados no Planalto Arathi antes da quarta guerra.

Ele começa a se utilizar de subterfúgios para se desprender de tudo isso e voltar ao tempo em que ele era adolescente, sem grandes responsabilidades e sem grandes fardos para carregar. Ele começa a andar disfarçado durante as noites para ir até a taverna na Vila D’Ouro para ter a sensação de ser apenas um desconhecido.

Numa dessas “aventuras”, ele acaba encontrando um grupo de recrutas do exército, que começam a beber e querer interagir com ele. No ápice do seu desconforto, quando ele já estava bastante alcoolizado ele reconhece um rosto familiar na taverna. Jaina. Nesse momento, ele decide levantar da mesa e fugir, com medo de ser reconhecido.

Ele sai cambaleando da Taverna, e tenta ir para os fundos. Mas ele está tão mal que está prestes a cair e nesse momento, Jaina aparece para impedir sua queda. Eles conversam e ele expõe seu sofrimento.

Jaina ouve o desabafo e leva Anduin de volta pro Castelo para ele poder se preparar para o dia seguinte, que será longo.

Enquanto isso, Talanji deixa Zekhan no Zocalo, com seus médicos particulares, os sacerdotes e os xamãs que cuidam a própria família real e do Conselho Zanchuli. Apesar de terem conseguido salvar as crianças e Zekhan, ela se sentia cada vez mais morta e mais próxima da Gorja. O enfraquecimento de Bwomsandi já trazia dores físicas e muito cansaço à ela.

Então um dos seus batedores lhe traz a notícia de que membros da Mordida da Viúva foram vistos com uma bruxa, Apari. Ela se lembrou com profunda tristeza de que elas eram amigas de infância e de todas as vezes que elas brincaram juntas.

Ela se lembrou que mesmo na traição de Zul, Apari foi contra sua própria mãe, Yazma, e ficou do lado dela, do lado da coroa. E ficou tentando imaginar o que teria feito Apari simplesmente odiá-la a ponto de fazer tudo isso para vê-la morta. Então o cerco de Dazar’alor lhe veio em mente.

No dia da morte de Rastakhan, Apari foi atingida por uma coluna que desmoronou devido aos tiros de canhão da frota Kultirena e estava parcialmente soterrada e muito ferida. Quando Talanji voltou ao Palácio, ela correu em direção a Rastakhan que enfrentava a elite da Aliança sozinho. No caminho, ela prometeu ajuda a Apari, dizendo que voltaria logo com ajuda. Mas não voltou.

No meio do caos e do desespero da morte de Rastakhan, ela se esqueceu de Apari. Ela falhou com sua melhor amiga, assim como falhou com seu pai, e agora também havia falhado com Zekhan, que estava extremamente ferido.

Por incrível que pareça quem a consola e lhe dá conselhos é o Bwomsandi, que aparece para lhe incentivar a continuar lutando, lhe mostrando que nem tudo está perdido, que ainda resta esperança e que ela deve ser diferente de seu pai, que quis enfrentar os dias mais sombrios de seu reinado sozinho.

Então ela finalmente se conscientiza que ela deve colocar seu orgulho de lado e contar com a Horda, pois eles estão ao seu lado. Zekhan não deixou suas crianças queimarem nas fogueiras e deu sua vida por isso.

Do outro lado, Sira Velaluna e Nathanos estão inebriados com o êxito até então. Sira principalmente se sente temporariamente saciada de sangue. Depois que ela se tornou uma guardiã sombria, a única coisa que lhe aplaca a alma é matar e causa sofrimento.

Essa é a forma que ela tem de preencher a sensação de ter sido abandonada por Eluna e por Tyrande. Na sua mente, a única forma de diminuir sua dor é causar dor. Então eles começam a planejar o ataque a Zo’bal, o último ponto antes da invasão à Necrópole de Bwomsandi.

Eles passam a noite em Zo’bal para invadir a Necrópole na sequência. Nathanos, que não tem o costume de dormir, fica acordado enquanto os trolls da Mordida da Viúva o fazem. As Guardiãs Sombrias patrulham o perímetro.

Então Nathanos é surpreendido por uma visão. Uma moeda é atirada praticamente ao seu pé. Ao pegá-la, Nathanos vê Stephon Marris, seu primo, cujo corpo foi utilizado para receber a sua alma.

Eles discutem duramente, Stephon se mostra indignado com Nathanos e com Sylvana por tudo que ela fez à família e por ter roubado seu corpo. Inclusive, ele fala que Sylvana fez “amigos desagradáveis” no outro lado.

Nathanos, apesar de ficar perturbado com o incidente, pois Stephon é seu único arrependimento, percebe que isso é mais um truque de Bwomsandi. Então ele ameaça Bwomsandi e recebe a seguinte resposta: “Veremos”.

Talanji então recebe a notícia que a Mordida da Viúva tomou Zo’bal e vai atacar a Necrópole. Ela reúne suas últimas forças físicas, suas melhores tropas, que a essa altura já não são tantas assim. Apenas quarenta soldados.

Muitos soldados se recusaram a defender Bwomsandi por causa dos rumores e das ameaças da Mordida da Viúva. Ela, mesmo fraca, encontra forças para falar: “Isso acaba hoje”, embora a voz lhe tenha saído extremamente fraca.

Em sua mente ela sente que demorou demais para agir frontalmente e pedir ajuda da Horda e sabe que isso é o preço que está pagando por seu orgulho. Quando eles começam a marchar rumo a Nazmir, passando pelo Arco do Zocalo, eles escutam uma trombeta de guerra soando.

Ela desce da montaria, atravessa a ponte e olha em direção à pirâmide. Ela vê a druidesa-de-guerra Loti voando em sua direção, praticamente sem folego: “A Horda, majestade, eles começaram a aparecer”.

Sem esconder a felicidade, Talanji diz que está vendo eles chegando, pois pode ouvir as trombetas e já começa a ver os estandartes no horizonte. Então Loti lhe avisa que o mercado está em pânico pensando que é uma invasão. Ela manda então Loti encontrar com Lashk e ir ao Bazar acalmar a multidão.

Ela então começa a andar em direção ao agrupamento da Horda e encontra Thrall montado num lobo cinzento de armadura com um estandarte da Horda cravado na armadura.

Ela vê então Thalyssra logo atrás, radiante em roxo e azul, com penas brancas sobre as ombreiras, montada em seu manasabre cercada por arqueiros filhos da noite, o que explicaria os portais e a velocidade na chegada das tropas.

E finalmente, Baine Casco Sangrento cercado de seus xamãs em trajes de guerra, com totens às costas do tamanho de troncos de árvores inteiros. Talanji então cumprimenta a todos, mostrando enorme satisfação em vê-los.

Thrall então expõe o plano de ataque à Talanji, um plano que compreende todas as frentes, mostrando que a Horda planejou a operação com cuidado. Inclusive, Gasganete e Lor’themar estão vindo em máquinas voadores, pelo mar, ao norte, para fechar o cerco caso tentem escapar pelo mar.

Então Talanji expõe a situação crítica de Zekhan e Thrall se mostra confiante com sua recuperação e em seu julgamento de ter se sacrificado pelos Zandalari. Eles então, marcham em direção a Necrópole.

Enquanto eles marcham pelos pântanos de Nazmir, Nathanos e Apari investem contra a Necrópole. Eles encontram alguns devotos na Necrópole e chantageiam e torturam-nos para que invoquem Bwomsandi, inclusive ameaçando crianças do grupo.

Cedendo à isso, um sacerdote invoca Bwomsandi. Indignada com isso, Tayo, braço direito de Apari se afasta e deserta do movimento. Ela não consegue concordar com as atrocidades que o grupo está cometendo.

Então, Nathanos e Sira Velaluna entram em combate com Bwomsandi, que passa a usar os espíritos da Necrópole para se defender.

Enquanto o combate ganha em dramaticidade, com Sira Velaluna e Nathanos tentando matar Bwomsandi a todo custo, as tropas da Horda começam a chegar e investir contra as Guardiãs Sombrias. Tayo é dominada pela Horda e explica que desertou do movimento. Baine então fala pra ela ajudá-los a derrotar a Mordida da Viúva e Apari.

Ela se compromete a ajudar, somente pedindo que Apari tenha uma morte rápida, até porque ela já está morrendo de sepse, por conta do ferimento na perna. Eles aceitam e partem em direção à Necrópole.

Thrall, Baine e Talanji entram na Necrópole e começam a lutar contra Nathanos e Sira. Talanji enfrenta Apari, que usa uma criatura para grudar no rosto de Talanji e derrubá-la da montaria. Na confusão, a criatura desgruda do rosto de Talanji e Baine a esmaga com o seu totem. Apari é dominada por Talanji e Tayo.

Em um diálogo comovente, Talanji segura a mão de Apari, dizendo que sentia muito e que a vingança a teria feito ir longe demais. Então conjura um feitiço para anestesiá-la. Nesse momento Tayo finaliza com a vida dela, enterrando uma lâmina nela. Apari estava morta.

A Horda quebra então as linhas da Mordida da Viúva e Thrall avança contra Sira Velaluna. Em um combate ferrenho, ela é encurralada. Thalyssra na retaguarda de Thrall exige a rendição de Sira. Ela se nega e pede ajuda a Nathanos, que não responde.

Novamente ela acaba ser abandonada. Em meio à discussão, Thrall desfere um golpe com seu machado no meio do elmo de Sira, que desmaia instantaneamente. Thrall ordena que ela seja amarrada, pois tem o destino certo para ela.

Então, eles correm atrás de Nathanos, que ainda está tentando matar Bwomsandi. Ao se ver cercado e sem chance de cumprir sua missão, Nathanos saca uma poção de sua armadura e a bebe, sendo envolto na mesma magia que Sylvana usou para fugir dos portões de Orgrimmar. Ele havia fugido, para desolação de Thrall.

A Horda vence, mas Nathanos escapa. Talanji, aliviada com o fim da ameaça da Mordida da Viúva, assume seu lugar no Conselho da Horda ali mesmo, dizendo: “Eu acho que eu devo um banquete a vocês, sem assassinos dessa vez”.

Ao voltar para Zuldazar, Talanji e Thrall liberam Matthias Shaw, em um navio mercante, juntamente com uma porção do banquete para ele, juntamente com um “presente”.

O presente, segundo instruções do próprio Thrall, deveria ser entregue à Tyrande, por intermédio do Rei Anduin. Ao desembarcar em Ventobravo, Matthias é recebido por Jaina, Anduin e por Filinto Belvento, que lhe dá um efusivo abraço.

Então Matthias mostra o presente para Anduin. Trata-se de Sira Velaluna, aprisionada. O Rei, impressionado com o presente, determina que ela seja colocada no Cárcere e manda chamar Tyrande urgentemente.

Enquanto aguarda por Tyrande, Anduin tenta conversar com Sira, o que é infrutífero. Porém esse diálogo é acompanhado por um fato estranho. Durante a conversa uma centelha de energia roxa flui pelo braço de Anduin e para em sua mão, embora ninguém tenha percebido isso.

Tyrande chega a Ventobravo acompanhada por Maiev e Shandris. Anduin então entrega a ela uma carta escrita por Thrall, dizendo que isso não era o que era devido, mas era o primeiro passo (se referindo à discussão que tiveram no início do livro na qual Tyrande exigiu a cabeça de Sylvana).

Ao encontrar com Sira, elas tem uma áspera discussão e Tyrande só não executa Sira ali mesmo porque Maiev e Shandris pedem clemência por ela. O destino da Guardiã Sombria não é definido no livro. Ela continuará presa até algum momento de Shadowlands.

Em Dazar’alor, a Horda se prepara para retornar a Orgrimmar. Zekhan, levantando da cama com alguma dificuldade, se prepara para o retorno. Talanji vem ao encontro dele, perguntando como poderia agradecê-lo por tudo que ele fizera. Zekhan, mantendo sua característica, pede um beijo à Rainha, mas brinca, mudando de ideia, dizendo que está queimado demais para ser beijado.

Talanji entra na brincadeira, perguntando se ele pegou os remédios e os emplastos que os médicos fizeram pra ele (demonstrando uma preocupação grande com ele). Ela promete vê-lo novamente em breve em Orgrimmar e levando seus médicos para o caso de ele tentar algum ato heroico novamente. Nota-se claramente entre eles, nesse momento, um afeto.

Talanji então pede para Thrall que permita que Tayo seja sua Embaixatriz em Orgrimmar, que prontamente consente. Então eles partem para Orgrimmar.

Talanji retorna para o Grande Selo, andando pelo meio do povo, inclusive conversando com uma criança que não queria servir Bwomsandi, mas Gonk. Ela explica que todos do reino são livres para servir o loa que quiserem.

Então, ao chegar aos seus aposentos, ela é surpreendida por Bwomsandi. Ele invoca a alma de Rastakhan para conversar com ela. Entre lágrimas, ela conversa com seu pai, que se mostra orgulhoso do trabalho dela.

Então Bwomsandi se prepara para cumprir sua parte no acordo, que é liberar Talanji do pacto que fizera com seu pai. Nesse momento, ela diz que não deseja mais romper o acordo e que ele pode continuar sendo o Loa dos Reis, o que o deixa bastante satisfeito.

Enquanto isso, Nathanos se encontra com Sylvana na Coroa de Gelo, e lhe conta de seu fracasso. Sylvana fica mais preocupada do que raivosa, dizendo que Bwomsandi é uma ameaça real aos seus planos, por conhecer muito bem as Terras Sombrias.

Nathanos diz que vai voltar à sua fazenda, o que ela consente, embora o advertindo para não ficar ocioso. Ela quer que ele providencie meios para que Bwomsandi não interfira em seus planos.

É isso aí gente. É uma história bastante interessante, deixando a gente bastante curioso com o que está por vir. Em breve trago notícias do Beta de Shadowlands!

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